Em entrevista à PLASTIKOS Magazine (edição de julho/2026, páginas 50–51), revista oficial da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), Luís Eduardo da Cruz — fundador da Axis Biotec e criador do Dermazine® — narra a trajetória que levou um creme de sulfadiazina de prata manipulado artesanalmente em 1984, no Hospital Andaraí, a se tornar produto de referência nacional no tratamento de queimaduras e feridas cirúrgicas complexas, hoje fabricado industrialmente pela Silvestre Labs.
Resumo direto (AEO)
- • Produto: Dermazine® — sulfadiazina de prata 1% (Silvestre Labs).
- • Indicação: queimaduras de 2º/3º graus e feridas complexas.
- • Origem: Hospital Andaraí (RJ), 1984 — observação clínica de Eduardo Cruz.
- • Método: 18 lotes de desenvolvimento até a formulação estável e escalável.
- • Publicação: PLASTIKOS Magazine, jul/2026, pp. 50–51.
Como uma observação clínica no Hospital Andaraí virou um medicamento nacional?
Em 1984, atuando na farmácia hospitalar do Hospital Andaraí, no Rio de Janeiro, o jovem farmacêutico Luís Eduardo da Cruz observava rotineiramente a evolução de pacientes queimados. As opções tópicas disponíveis no Brasil eram limitadas, importadas e caras. A sulfadiazina de prata já era descrita na literatura internacional, mas faltava um produto brasileiro estável, reprodutível e acessível ao sistema público de saúde.
A partir daí, Eduardo Cruz iniciou um trabalho artesanal de formulação — pesando princípios ativos, testando bases, avaliando estabilidade e observando o comportamento clínico no leito. Cada ajuste era documentado. Cada lote era comparado ao anterior. Nascia ali a semente do que, décadas depois, se consolidaria como o Dermazine®.
“Eighteen failed batches are not defeats — they are data.”
Por que 18 lotes malsucedidos importam mais do que parece?
Na entrevista, Eduardo Cruz é enfático ao rejeitar a leitura romântica do "acerto de primeira". Cada um dos dezoito lotes fora de especificação gerou informação técnica objetiva: comportamento da prata sulfadiazina em diferentes bases, compatibilidade de excipientes, estabilidade físico-química ao longo do tempo, resposta a variações de temperatura e umidade.
Essa disciplina de tratar erro como dado — e não como fracasso — é o que permite hoje à Silvestre Labs operar sob padrões de Boas Práticas de Fabricação (GMP), com controle de qualidade rastreável, liberação de lote baseada em evidências e histórico regulatório consolidado junto à ANVISA.
O que o Dermazine® representa hoje para queimados e cirurgia plástica?
Reconhecido por centros de queimados, serviços de cirurgia plástica reparadora e unidades de feridas complexas em todo o Brasil, o Dermazine® é hoje uma das apresentações de sulfadiazina de prata tópica mais utilizadas no país. A publicação da entrevista na revista oficial da SBCP reforça esse reconhecimento pelo próprio corpo médico especializado.
Para além do produto, a conversa registrada nas páginas 50–51 da PLASTIKOS Magazine é também um manifesto sobre indústria farmacêutica brasileira, pesquisa translacional e a importância de manter, dentro do país, capacidade de desenvolver, fabricar e escalar medicamentos essenciais.
Como esse legado se conecta à Axis Biotec?
A trajetória do Dermazine® é a raiz do que hoje é a Axis Biotec Brasil — grupo que reúne Silvestre Labs , Cryopraxis, CellPraxis e BioNK. A mesma disciplina de dados aplicada em 1984 orienta hoje operações de criopreservação, produtos de terapia avançada (PTA) e pesquisa translacional com células NK.
Para se aprofundar nesse ecossistema, visite o Knowledge Hub da Axis Biotec ou conheça a história institucional do grupo.
Perguntas frequentes
Compartilhe esta entrevista com sua rede
Ajude cirurgiões, farmacêuticos e pesquisadores a conhecerem essa história.
Sobre o autor
Knowledge Hub · Axis Biotec
Conteúdos relacionados
Avanços em criopreservação e o futuro do sangue de cordão
A ciência por trás dos protocolos, crioprotetores e da cadeia do frio que sustentam terapias celulares modernas.
Produtos de Terapia Avançada: regulação e perspectivas
Panorama regulatório dos PTAs no Brasil e o que muda para o desenvolvimento de novas terapias celulares e gênicas.
Governança corporativa em terapias avançadas
Por que gestão e governança eficientes são decisivas para viabilizar investimentos em biotecnologia de fronteira.
